Não existe o melhor comando de videojogos. Não assim, para tudo e para todos.
Existe o melhor comando para um tipo concreto de jogo, para uma consola concreta ou até para uma forma muito concreta de jogar.
Um comando pode ser fantástico para shooters e bastante mau para jogos de luta.
Outro pode ter uma cruzeta maravilhosa, mas uns analógicos apenas razoáveis.
Outro pode ser estranhíssimo e, mesmo assim, ter mudado para sempre a forma de jogar.
Por isso, neste artigo quero explicar-te os melhores comandos de videojogos que eu já usei, escolhidos segundo o tipo de jogo para o qual realmente me parecem bons.
Porque há comandos de que gosto para jogos de luta. Outros para jogos 3D. E alguns de que não gosto nada, que são uns quantos, e também te falo deles.
Se estás a pensar comprar um comando, talvez a minha experiência de mais de 35 anos a carregar em botões — parece que foi ontem que comecei com a Game Boy original — te sirva de alguma coisa.
Índice de Contenidos del Artículo
- O que valorizo num comando de videojogos
- #1. O melhor comando no geral: DualShock 3
- #2. O melhor comando para jogos 3D e shooters: Xbox 360, Xbox One e Xbox Series
- #3. O melhor comando para luta e jogos 2D: Mad Catz Street Fighter IV FightPad
- #4. O melhor comando de consola portátil: Neo Geo Pocket
- #5. O melhor comando para telemóvel ou tablet: comando de consola com grip
- #6. Os melhores comandos modernos para retro: 8BitDo
- #7. O comando mais importante da história das consolas: Nintendo 64
- Comandos que não me convenceram
- Comandos que não experimentei o suficiente
- Guia prática: que comando escolheria segundo o tipo de jogo
- Conclusões: o melhor comando depende do jogo
- Perguntas frequentes
- FAQs recomendadas
- Qual é o melhor comando de videojogos no geral?
- Qual é o melhor comando para jogos de luta?
- Qual é o melhor comando para jogos 2D e retro?
- Qual é o melhor comando para shooters e jogos 3D?
- Que comando é melhor para jogar no telemóvel ou tablet?
- Vale a pena um comando telescópico para telemóvel?
- Qual é o melhor comando para emulação?
- Porque é importante o comando da Nintendo 64?
O que valorizo num comando de videojogos
Antes de começar a lista, convém deixar claro o que observo quando falo de um bom comando.
Não me basta que seja bonito, moderno ou que tenha muitos botões e funcionalidades. O importante é como responde, como se sente na mão e se te deixa jogar ou te obriga a lutar contra ele.
Cruzeta
Sim, eu sei. Provavelmente não é a primeira coisa para a qual olhas. Mas para mim, pelos jogos de que gosto, a cruzeta continua a ser uma das partes mais importantes de um comando.
Em jogos de luta, plataformas 2D, arcades, futebol e emulação retro, uma cruzeta má estraga completamente a experiência.
Uma diagonal mal detetada, uma meia-lua que não sai ou um salto impreciso que te mata aumentam a frustração e afastam por completo a sensação de controlo que os bons jogos proporcionam.
Stick analógico
Em jogos 3D, shooters, condução moderna ou aventuras de mundo aberto, o protagonista passa a ser o stick analógico.
Aqui importa-me muito a posição, o curso, a resistência e o conforto. Não é só precisão. É também a forma como o polegar assenta depois de uma hora a jogar.
E se se estraga com o tempo, coisa que, salvo casos muito pontuais, costuma acontecer.
Ergonomia
Há comandos muito giros que parecem bem desenhados até jogares duas horas com eles.
Outros, no entanto, parecem estranhos ou grandes (cof, Nintendo 64) e, ainda assim, assentam como uma luva.
A ergonomia real sente-se — ou, melhor dizendo, não se sente — quando o comando “desaparece” enquanto jogas. Não dás por ele. Está ali por baixo a fazer o que supostamente deve fazer.
Durabilidade
Aqui sou bastante crítico.
Tenho comandos da Mega Drive totalmente operacionais depois de uma quantidade absurda de anos e horas.
Sim, era outra tecnologia, mas a durabilidade dos comandos modernos dava para uma conversa séria.
Parece que tens de pagar a portagem de comprar um comando novo e caro a cada X meses ou anos.
Botões e gatilhos
Pessoalmente, por algum motivo, botões maus e plasticosos afetam-me menos do que a cruzeta ou o analógico.
Basta-me que estejam onde têm de estar. E os gatilhos têm de ajudar, não atrapalhar. Nem tudo é melhor por ser analógico, mais longo ou mais moderno.
Há jogos em que um botão digital direto funciona melhor do que um gatilho com curso e, como exemplo, o WipEout Omega da PS4: muito melhor colocar os travões em R1 e L1 do que nos gatilhos analógicos. Pelo menos se quiseres melhorar os teus tempos.
Compatibilidade
Um extra que se agradece.
Se compras um comando e ele serve para várias consolas, PC, telemóvel, tablet, iOS, Android ou Smart TV, tanto melhor.
Ainda assim, há uma nuance importante: por muito compatível que seja o comando, para alguns sistemas (N64, GameCube), muitas vezes prefiro usar o comando original com um bom adaptador em vez de comprar um clone moderno que imita a forma e serve para tudo, à custa de funcionar pior também em tudo.
Bateria
Outro extra. Se tem bateria, é sem fios e o lag não se nota, melhor do que andar a pilhas ou com cabo. Mas insisto, lag 0 ganha ao resto.
Então, depois de explicar os meus critérios pessoais para avaliar um comando, deixo-te a lista dos melhores.
#1. O melhor comando no geral: DualShock 3

Se só pudesse levar um comando para uma ilha deserta para jogar todos os jogos do mundo, ficava com o DualShock 3.
Não era perfeito. Na verdade, tinha problemas bastante claros. Mas, como comando para quase tudo, parece-me um dos mais equilibrados que já existiram.
Tinha uma cruzeta bastante decente, dois sticks analógicos convincentes, bateria integrada, uma ergonomia familiar, uma distribuição de botões que servia para imensos géneros e ligação bluetooth ou por cabo conforme a ocasião.
Não era o melhor comando para shooters, nem o melhor para jogos de luta, nem o melhor para condução, mas cumpria decentemente em qualquer cenário.
A cruzeta, o analógico e os jogos de futebol clássicos
Parte da preferência tão espalhada pelos clássicos PES da PS2 face aos posteriores e ao eFootball acho que vem precisamente daí.
Jogar com analógico pode parecer a evolução normal, sim. Mas nem sempre era necessário. Nos Pro antigos — e até nos modernos — a cruzeta fazia imenso sentido. Era direta, clara e previsível.
Não digo que aquelas oito direções fossem mais realistas, mas em muitos casos ofereciam mais controlo. E talvez devesse ter continuado a ser o controlo por defeito enquanto o jogo não recompensasse de forma realista o uso do analógico.
O DualShock 3 mantinha esse equilíbrio. Podias jogar um Pro com qualquer uma das duas fórmulas. E fazias isso decentemente com ambas.
O pior do DualShock 3
O grande problema estava nos gatilhos e no desgaste.
Nos comandos da PS2 e PS3 era relativamente fácil os gatilhos acabarem por dar problemas, encravarem ou precisarem de reparação. Não me lembro desse problema de forma tão marcada no comando original da PlayStation, mas claro, aquele tinha outros defeitos bem piores.
A cruzeta do comando original da PlayStation era duríssima (calos e dor no polegar “graças” ao Tekken 3). E no primeiro DualShock, os sticks envelheciam assim-assim: ficavam frouxos e o plástico protetor nem sempre aguentava bem o passar do tempo.
Por isso, o DualShock 3 parece-me o ponto mais equilibrado dessa família clássica: mantém o que era bom, melhora bastante o anterior e acrescenta bateria.
As versões novas complicam a coisa desnecessariamente, pelo menos para jogadores clássicos como eu.
Isso sim, a compatibilidade com outros dispositivos como telemóveis ou PCs é melhor na versão 4 do que na 3.
Guia prática: quando eu usaria um DualShock 3
Usá-lo-ia como comando todo-o-terreno para qualquer coisa, sempre que não tivesse um melhor para isso.
Não seria a minha primeira opção para shooters modernos, jogos 3D em que o stick esquerdo mande o tempo todo, luta 2D competitiva ou jogos retro. Embora, se não houver outra opção, também não seja o fim do mundo.
#2. O melhor comando para jogos 3D e shooters: Xbox 360, Xbox One e Xbox Series

Para jogos 3D, shooters, corridas modernas e PC, prefiro claramente o desenho do comando de Xbox.
A chave está na posição do stick esquerdo.
Na maioria dos jogos modernos, o movimento principal está no analógico. A cruzeta fica para trocar armas, abrir menus, selecionar objetos ou fazer ações secundárias. Por isso parece-me mais lógico que o stick esquerdo esteja em cima, precisamente onde o polegar cai naturalmente.
Além disso, o seu desenho é mais confortável para mim em sessões longas.
No lado negativo: a maioria deles não traz baterias e é preciso andar a recarregar pilhas (não incluídas).
Xbox 360: comodíssimo, mas com uma cruzeta horrível
O comando da Xbox 360 era comodíssimo para shooters, jogos de condução, aventuras 3D e, ainda por cima, 100% compatível com PC. Durante anos foi, de facto, o comando que parecia mais natural para jogar no computador.
Mas tinha um problema gigantesco: a cruzeta.
Para jogar shooters, ótimo. Para jogar Street Fighter IV, um castigo.
Era um comando pensado para o 3D.
Xbox One e Xbox Series: a ideia mais bem polida
Os comandos posteriores da Xbox mantêm a mesma filosofia, mas melhoram sensações, acabamentos e cruzeta.
Não mudam radicalmente a ideia porque não era preciso. A base era boa: stick esquerdo em cima, pega confortável, gatilhos bem colocados e excelente compatibilidade com PC.
Se quero jogar algo moderno com analógico, quase sempre pego antes no comando da Xbox do que no da PlayStation.
WipEout HD com comando de Xbox 360 na PS3
Até para jogos de PlayStation. Por exemplo, o WipEout HD.
Eu jogava-o na PS3 com um adaptador para usar o comando da Xbox 360. E jogava-se melhor.
Não porque o comando da PS3 fosse mau, mas porque para esse tipo de jogo o analógico do comando da Xbox me parecia mais cómodo e preciso.
Guia prática: quando eu usaria um comando de Xbox
Usá-lo-ia para shooters, corridas modernas, jogos de mundo aberto, ação na terceira pessoa, PC e jogos atuais em geral.
Não o usaria como primeira opção para luta 2D, plataformas onde dependas muito da cruzeta ou retro puro de 8 e 16 bits. A cruzeta do comando da Xbox One em diante é aceitável, talvez ao nível de uma de Super Nintendo, mas é que aquela também não era a panaceia.
#3. O melhor comando para luta e jogos 2D: Mad Catz Street Fighter IV FightPad

Para jogos de luta e, em geral, para tudo o que se joga a sério com cruzeta, a minha escolha é o Mad Catz Street Fighter IV FightPad.
Este comando copiava o formato do comando da Sega Saturn, com os seus seis botões frontais, dois gatilhos e uma cruzeta flutuante, uma configuração claramente pensada para jogos de luta.
O comando que me salvou Street Fighter IV
Ganhar online em Street Fighter IV com o comando original da Xbox 360 era impossível.
Não por culpa do jogo. Nem da ligação de rede. Era porque o comando não tinha sido pensado para isso.
Tive de comprar o Mad Catz FightPad para conseguir competir e a diferença foi imediata: deixei de lutar contra o comando para passar a lutar contra o adversário, que era esse o objetivo.
Porque é que a sua cruzeta era tão boa
A cruzeta era grande, confortável e muito precisa para diagonais, meias-luas e movimentos rápidos. Se o movimento não saía, a culpa era tua.
Além disso, a disposição de seis botões frontais aproximava-o muito mais dos arcades da Capcom e adaptava-se bem aos da SNK. Talvez em Tekken fosse onde a coisa rangia um bocadinho mais, mas era questão de habituação.
Não só luta: tudo o que se joga com cruzeta
Embora eu o associe muito a Street Fighter (na verdade, o que tenho é uma edição especial SF IV), não o limites aos jogos de luta.
É um comando excelente para plataformas 2D, beat’em ups, run and gun, arcades, jogos de Neo Geo, CPS, Mega Drive, Super Nintendo e emulação retro em geral.
Tudo o que dependa de uma boa cruzeta joga-se maravilhosamente com este comando.
Menções honrosas: os pads da Mega Drive e da Sega Saturn

A Sega sabia fazer cruzetas 2D.
A da Mega Drive já era muito boa, especialmente no comando de seis botões. E a da Sega Saturn também merece menção: precisa, confortável e muito superior a muitas cruzetas posteriores.
Na verdade, quando falamos de jogos 2D, muitas vezes comandos antigos da Sega continuam a ser a referência. E com bons motivos.
Obviamente a vantagem do FightPad é ser mais moderno e não precisares de adaptadores para jogar com ele. Embora possas precisar de fazer alguns ajustes para jogar no navegador com ele.
Guia prática: quando eu usaria um FightPad
Usá-lo-ia para Street Fighter, King of Fighters, Garou, Metal Slug, plataformas 2D, beat’em ups, arcades e emulação retro.
Não o usaria nem de brincadeira para shooters ou jogos 3D baseados em stick analógico.
Como alternativas, olharia para comandos da 8BitDo ou, com adaptador, para Mega Drive de seis botões, Sega Saturn ou diretamente um arcade stick, se gostas mesmo de stick.
#4. O melhor comando de consola portátil: Neo Geo Pocket

O melhor pad que experimentei numa consola portátil é o da Neo Geo Pocket. Em dura disputa com o FightPad como melhor “cruzeta” absoluta.
É que o seu pequeníssimo stick não era um analógico moderno, mas sim um digital com microswitches, plano, preciso e rapidíssimo.
Jogar KOF ali era uma VERDADEIRA MARAVILHA.
O joystick perfeito para uma portátil
O genial do controlo da Neo Geo Pocket, além disso, era que não sobressaía da própria consola. Ou seja, estava afundado, de modo que não se prendia a nada quando a transportavas, reduzindo a possibilidade de se partir.
Não era frágil e transmitia uma sensação de precisão fantástica. Era perfeito para jogos de luta, arcades e 2D. Tinha aquele clique seco e claro que te dizia exatamente que direção estavas a pressionar.
Precisão arcade numa consola portátil
A SNK percebeu algo que muitas portáteis esqueceram: se vais jogar jogos 2D, o controlo não pode ser um adorno.
Podes ter bom ecrã, bom catálogo e boa bateria, mas se a cruzeta ou o stick não respondem bem, tudo desaba.
A Neo Geo Pocket transmitia uma sensação de controlo muito próxima da arcade numa consola minúscula, e isso é algo que nunca, jamais, se repetiu. Em nenhuma outra portátil, nem sequer na PSP, cuja cruzeta até era bastante simpática.
A portátil moderna que eu gostava que existisse
Quero uma portátil moderna com o mesmo tipo de comando da Neo Geo Pocket.
Pagaria muitíssimo por algo assim.
Não quero uma cruzeta remendável como a da R36S. Não quero um analógico que sirva mais ou menos. Quero esse clique preciso, plano, rápido e perfeito para jogos 2D.
Por isso fico tão irritado com algumas portáteis retro atuais. Podem ser máquinas fantásticas pelo preço, potência ou catálogo, mas se a cruzeta falha, todo o resto é secundário.
Guia prática: quando eu usaria um controlo como o da Neo Geo Pocket
Usá-lo-ia para luta portátil, arcades, plataformas 2D e ação retro.
Não o usaria para jogos 3D modernos ou sistemas pensados para stick analógico.
Como alternativa parcial atual, interessa-me muito o 8BitDo NEOGEO Wireless Controller, porque é um comando com licença oficial da SNK e remake do joystick com microswitches da Neo Geo CD, embora evidentemente não resolva o sonho de uma portátil moderna com esse controlo integrado.
Mais abaixo falo-te um pouco mais dele.
#5. O melhor comando para telemóvel ou tablet: comando de consola com grip

Para jogar no telemóvel ou tablet, muitas vezes prefiro uma solução pouco glamorosa, mas muito boa: um comando de consola com um grip.
Melhor um bom comando com grip do que um telescópico medíocre
Se já tens um comando de PlayStation ou Xbox em casa, muitas vezes não precisas de comprar um Razer Kishi ou um telescópico barato da iPega (já tive vários).
Um comando telescópico fica muito bem na fotografia. Encaixa-se muito bem e parece transformar o telemóvel numa verdadeira consola portátil.
O problema é que muitos têm cruzetas piores, sticks piores e um toque bastante inferior ao de um comando real de consola. Sobretudo se falamos de comandos chineses baratuchos, que são os que inundam o mercado.
O Kishi é muito melhor neste sentido, mas custa dinheiro. Por isso, se já tens qualquer comando de que gostes, um clip destes custa entre 3 € e 5 € e é um investimento fantástico.
A experiência melhora imenso quando deixas de tocar vidro e começas a jogar com botões, cruzeta e sticks de verdade. O telemóvel deixa de ser uma solução rápida e transforma-se num sistema bastante sério.
Não tem NADA a ver jogar Vampire Survivors com o tátil do ecrã e com o analógico da Xbox. Experimenta e depois diz-me. Mas cuidado, porque podes acabar tão agarrado como eu a um joguito que nem sequer exige que carregues em botões.
PlayStation se priorizas a cruzeta
Se vais jogar retro, plataformas 2D, luta ou emulação onde a cruzeta importe, eu iria antes para um comando de PlayStation, se o tiveres, ou para um 8BitDo com boa cruzeta (por exemplo, o da Neo Geo que menciono um pouco mais abaixo).
A partir do DualShock 3 têm ainda a vantagem da bateria, embora hoje possa ser menos cómodo ligá-los do que comandos mais modernos.
Xbox se priorizas o analógico
Se vais jogar na nuvem, shooters, condução, aventuras 3D ou títulos modernos, escolheria Xbox.
Aí a posição do stick esquerdo ganha.
Guia prática: que comando usaria no telemóvel ou tablet
Para 2D e retro, PlayStation ou 8BitDo.
Para 3D, nuvem e shooters, Xbox.
Para poupar, usaria o comando que já tens e compraria um grip. Evitaria telescópicos baratos se o que procuras é precisão. E, se tiveres dinheiro de sobra, então sim, um Razer Kishi (v2 ou v3) faz sentido.
#6. Os melhores comandos modernos para retro: 8BitDo

Quero destacar a 8BitDo porque percebeu bastante bem aquilo de que precisa alguém que joga retro hoje.
Precisas de boa cruzeta, botões decentes, compatibilidade e aquele ponto de nostalgia no desenho que te conquista à primeira vista.
Tudo isto eles resolvem bem em qualquer um dos seus muitos modelos.
Porquê 8BitDo em vez de outros
Tive vários comandos da 8BitDo e, em geral, são bastante fiáveis.
Até alguns modelos pequenos, quase de porta-chaves, permitem jogar de forma bastante decente a jogos 2D. Ainda me lembro de uma viagem no AVE Madrid-Málaga em que o meu irmão e eu andámos à pancada no Street Fighter IV com a versão original (8BitDo Zero, simplesmente) destes mini comandos.
Não são os comandos ideais para tudo — nada de controlar algo 3D com eles —, mas são uma opção muito prática para PC, telemóvel, emulação e dispositivos retro modernos.
8BitDo NEOGEO Wireless Controller

O modelo que mais me interessa neste momento é o 8BitDo NEOGEO Wireless Controller.
Não porque vá substituir o meu desejo por uma portátil tipo Neo Geo Pocket, mas porque recupera a sensação de microswitches para jogos 2D e arcade.
Nem toda a gente precisa de algo assim. Na verdade, nem eu próprio preciso, porque comandos não me faltam. Mas se tens saudades desse clique preciso da SNK, farás como eu e vais pedi-lo no próximo aniversário.
8BitDo 64 Controller e Nintendo 64

Também faz sentido mencionar o 8BitDo 64 Controller, porque a Nintendo 64 é um caso muito especial.
A 8BitDo apresenta-o como um comando que recupera a distribuição da N64 num corpo mais ergonómico, com joystick Hall Effect e compatibilidade com sistemas atuais como Windows e Android, entre outros.
E este comando é relevante porque emular Nintendo 64 sem um comando parecido pode ser bastante incómodo. Se tentaste jogar Star Fox 64 e fazer loopings, deves ter reparado.
Muitos jogos de N64 foram pensados à volta da sua distribuição algo estranha. Se jogas com um comando moderno normal, consegues, claro. É questão de mapear controlos e habituar-te. Mas muitas vezes estás a traduzir mentalmente controlos em vez de desfrutar do jogo.
Já te dizia antes: um grande comando é aquele que esqueces que está por baixo.
Quando não precisas de um comando novo: adaptadores para comandos originais
De qualquer forma, há vezes em que não precisas de um comando novo.
Porque, na emulação, embora a 8BitDo não te vá desiludir, muitas vezes é gastar mais do que precisas.
Basta simplesmente arranjar um adaptador do comando original para USB para o ligar ao PC e é mais do que suficiente. E, claro, é uma solução muito melhor do que um clone chinês moderno.
Isto que te digo é válido especialmente em consolas como Nintendo 64 e o seu desenho particular ou PlayStation 2 se ainda guardas os comandos com cabo.
Guia prática: quando eu usaria 8BitDo ou adaptadores
Para 8 e 16 bits, usaria 8BitDo, Mega Drive, Saturn ou Mad Catz FightPad.
Para Nintendo 64, comando original com adaptador ou um comando moderno com distribuição específica.
Para PlayStation clássica, DualShock 2, DualShock 3 ou comando original com adaptador.
Para PC retro em geral, escolheria conforme o sistema que fosse emular, mas qualquer uma das soluções anteriores serve.
#7. O comando mais importante da história das consolas: Nintendo 64

É claro que o comando da Nintendo 64 não é o que eu recomendaria hoje para jogar quase nada, mas parece-me um dos comandos mais importantes da história. Ou o mais importante.
Não foi o primeiro dispositivo com controlo analógico, mas foi o comando que transformou o stick analógico no centro do videojogo 3D.
Um comando estranho para uma época estranha
O desenho era estranho: três pegas, stick central, botões C, gatilho Z… Um desenho que hoje, 30 anos depois, continua a parecer marciano.
Mas é preciso entender o contexto. Naquela época estava-se a inventar como controlar jogos 3D em consola. Não havia nada nem remotamente parecido com o que foi Mario 64 e o comando da Nintendo 64 encaixava como uma luva no jogo.
Foi tal a revolução que representou que a Sony, a da consola futurista, não tardou a lançar os seus DualShock — bastante inferiores na altura — como resposta.
O stick analógico e o gatilho Z
Sem esse comando, jogos como o mencionado Super Mario 64 ou Zelda: Ocarina of Time e o botão de fixar inimigos não seriam o que são.
O stick permitia controlar o movimento com uma precisão que a cruzeta não conseguia dar. E o gatilho Z, colocado por baixo, tinha uma lógica muito clara para determinados jogos, como os shooters. Na verdade, ainda hoje, continua a parecer-me mais confortável disparar em GoldenEye com este botão do que com os gatilhos da Xbox.
Os botões C também faziam sentido nas 3D como movimento de câmara, mas rapidamente foram substituídos por um segundo analógico nas consolas posteriores.
Não era um comando confortável para tudo e a sua cruzeta era aceitável, no máximo. Mas para essa transição para o 3D foi decisivo.
GoldenEye com a configuração de controlo 2
Falemos um bocadinho mais do meu exemplo favorito: GoldenEye.
Com a configuração de controlo 2, mexendo-te com os botões C e deixando o joystick para a câmara, era excelente. Movias-te a toda a velocidade e apontavas manualmente muito melhor do que com a forma de controlo normal.
Com isto — e sem ser um Deus do jogo — conseguias a proeza de superar o segundo nível (Facility) no modo 00 Agent em menos de 2:42, e assim conseguir o modo Invincibility.
O comando era estranho, mas permitia soluções de controlo que antes eram impensáveis. Pela primeira vez fazia sentido jogar shooters em consola e não apenas no PC com rato mais teclado.
Guia prática: quando eu usaria um comando de Nintendo 64
Usá-lo-ia para Nintendo 64 original e para emulação de N64 com adaptador ou comando específico.
Realmente não o usaria para mais nada.
Se vais emular N64, tentaria usar um comando original com adaptador USB ou o comando da 8BitDo.
Comandos que não me convenceram
Nem todos os comandos que usei me deixaram boas recordações.
Alguns são bons comandos, mas não para o que eu queria. Outros têm uma fama enorme, mas parecem-me sobrevalorizados em certos géneros. E outros têm diretamente problemas claros, apesar da fama.
Super Nintendo para jogos de luta
Não digo que o comando da Super Nintendo seja mau.
É histórico, confortável e perfeito para muitos jogos como os Super Mario. Mas para os de luta nunca me convenceu tanto como os comandos da Sega.
Para plataformas, RPGs ou aventuras 2D, perfeito. Para Street Fighter e jogos com meias-luas rápidas, prefiro de longe o da Mega Drive.
Nintendo DS
A cruzeta da Nintendo DS parece-me mediana, sobretudo a da DS Lite, embora melhor do que a da Super Nintendo para luta.
Para RPGs, aventuras e jogos onde a precisão extrema não seja tão importante, cumpre. Para luta ou plataformas exigentes, não me parece ideal.
PlayStation 1 e DualShock original
A cruzeta da PlayStation original era mediana para Tekken, Pro e jogos de luta. Deixavas lá o polegar em sessões longas.
No DualShock original, além disso, os sticks afrouxavam e perdiam o plástico protetor bastante cedo.
Foi um comando importante e a sua durabilidade é lendária, mas como comando para jogar hoje, os DualShock 2 e posteriores são muito melhores.
R36S
A R36S é uma maravilha pelo que custa, mas a sua cruzeta é o seu grande problema.
Mesmo melhorando-a, acabo por jogar jogos de luta com o stick analógico. E isso, em jogos de luta 2D, não é o ideal.
Tem quatro gatilhos, o que no papel soa muito bem, mas também não são cómodos. Estão lá, cumprem, mas os interiores são demasiado difíceis de usar bem.
Para RPGs e muitos jogos retro, serve perfeitamente. Para combos, saltos e precisão real de cruzeta, fica curta. E é uma pena.
Steam Deck
A Steam Deck é uma máquina fantástica, mas não pelos seus controlos.
A cruzeta é aceitável. Os sticks também. Entendo que os trackpads sejam úteis para jogos de PC que exigem rato, mas no meu caso sobram-me mais do que me dão (tornam a consola mais larga do que eu gostaria).
Como máquina portátil de PC parece-me extraordinária. Os seus controlos não me parecem especialmente brilhantes.
Comandos telescópicos baratos
Os comandos telescópicos baratos parecem a solução ideal para telemóvel.
Encaixam o telefone no meio, ficam compactos e dão sensação de consola portátil. Mas na hora de jogar, sentem-se e funcionam pior do que um comando real com grip.
Se a cruzeta e os sticks são maus, tanto faz quão bem integrado fique o telemóvel.
GameCube
O comando da GameCube sempre me pareceu mais curioso do que acertado.
Era como elevar a ideia do comando da Nintendo 64 à enésima potência: estranho, muito seu, não necessariamente mau, mas também não especialmente notável para além do desenho.
Para GameCube e jogos pensados à volta dele, faz sentido. Como comando geral para outros usos, nunca me apaixonou.
Wii
Digamos que a ideia era boa. Ou muito boa. Atraiu milhares de pessoas que nunca tinham tocado numa consola nem com um pau.
Mas isso não significa que fosse bom.
Inovador, sim.
Bom… nem tanto.
E é que, embora parecesse magia isso de apontar para o ecrã como com o comando da televisão e controlar os movimentos simplesmente mexendo-o no ar, a realidade é que era muito impreciso. Tanto que tiveram de o melhorar.
Além disso, a cruzeta era um drama. E os botões 2 + 1 também.
Se eras jogador hardcore, tinhas de comprar à parte o comando Pro, que esse sim é um dos melhores comandos da Nintendo. Jogar Mario Kart com o comando oficial da Wii (com ou sem volante) e fazê-lo com o comando Pro era como o dia e a noite. Um pouco como o que te dizia antes sobre o PES e a mudança entre cruzeta e analógico, mas ainda mais marcado.
Não vou sentir saudades dele. E isso apesar de ainda ter de o usar para arrancar quando quero jogar uma partida do meu amado F-Zero X da GameCube na Wii.
Dito isto, os Resident Evil e os House of the Dead de pistolas (apontando com o comando metido na pistola de plástico) eram muito fixes se os jogasses em companhia.
Comandos que não experimentei o suficiente
Todos os comandos anteriores usei durante muitas horas / dias / anos. No entanto, há comandos famosos que não utilizei e por isso não os posso julgar.
Exemplos:
- Xbox Elite.
- DualSense Edge.
- Hori Fighting Commander.
- Os arcade sticks premium atuais.
Este artigo é sobre comandos que passaram pelas minhas mãos durante horas de jogo real. Por isso posso defender uns e criticar outros sem recorrer a generalidades.
Guia prática: que comando escolheria segundo o tipo de jogo
Se tivesse de resumir todo o artigo de forma prática, deixava-o assim.
Melhor comando para jogos de luta
Mad Catz Street Fighter IV FightPad.
Como alternativas, olharia para algum 8BitDo orientado para 2D (como o da Neo Geo), Mega Drive de seis botões ou Sega Saturn com adaptador (nada de clones chineses), ou um arcade stick.
Evitaria a cruzeta original da Xbox 360, a R36S e qualquer comando em que as diagonais não saiam limpas.
Melhor comando para plataformas 2D
De novo, escolheria Mad Catz FightPad, Sega Saturn, Mega Drive ou 8BitDo.
Em portátil, a referência ideal continua a ser Neo Geo Pocket.
Melhor comando para shooters e jogos 3D
Xbox One ou Xbox Series.
O comando da Xbox 360 também me parece muito confortável para isto, embora a sua cruzeta o limite imenso fora dos jogos 3D e seja por cabo.
Melhor comando para corridas
Também Xbox.
Já te mencionei que, mesmo em jogos de PlayStation como WipEout HD, a minha experiência com o comando da Xbox 360 na PS3 foi melhor do que com o comando oficial da consola.
Melhor comando para jogos de futebol
Para PES e Pro clássicos, fico com DualShock 2 ou DualShock 3.
Para eFootball moderno, o analógico é a evolução natural e aí falamos de Xbox, mas nem sempre melhora a qualidade do controlo.
Melhor comando para retro e emulação
Para 8 e 16 bits: Mad Catz FightPad, 8BitDo, Mega Drive, Saturn com adaptador.
Para PlayStation: DualShock 2 ou DualShock 3.
Para Nintendo 64: comando original com adaptador ou o da 8BitDo.
Para arcade e luta: FightPad.
Melhor comando para telemóvel ou tablet
Usaria um comando de consola com grip.
PlayStation ou 8BitDo se priorizas a cruzeta. Xbox se priorizas o analógico.
E só compraria um telescópico se tivesse claro que o modelo concreto tem boa cruzeta, bons sticks e lag mínimo.
Conclusões: o melhor comando depende do jogo
O comando perfeito não existe.
Mas quero que fiques com várias ideias:
- Segundo o teu tipo de uso (retro, 2D, lutas), uma boa cruzeta importa mais do que parece.
- O analógico mudou os jogos 3D.
- Alguns comandos antigos tinham uma qualidade de construção que hoje faz falta.
- E para emulação, muitas vezes é melhor usar um comando original com adaptador do que um clone moderno que apenas copia a forma.
- Para mim, o DualShock 3 é o melhor comando todo-o-terreno.
- Xbox ganha nos jogos 3D e shooters.
- O Mad Catz FightPad é o meu favorito para luta e 2D.
- Neo Geo Pocket continua a ser a referência portátil de que mais sinto falta.
- E o da Nintendo 64 mudou a forma de jogar em consola.
No fim, podes ter a consola mais potente, o emulador mais bem configurado ou o jogo mais mítico da tua infância, mas fica claro que, se o comando não responde como deve, a experiência parte-se no primeiro hadoken com salto ou na primeira curva em que sais por sobreviragem.
Espero que com este guia fiques com uma ideia clara de como evitá-lo.
Perguntas frequentes
Claro. Deixo-as mais curtas:
FAQs recomendadas
Qual é o melhor comando de videojogos no geral?
Para mim, o melhor comando geral clássico é o DualShock 3. Não é o melhor em tudo, mas equilibra muito bem cruzeta, analógicos, ergonomia e bateria.
Qual é o melhor comando para jogos de luta?
O Mad Catz Street Fighter IV FightPad. A sua cruzeta e os seus seis botões frontais tornam-no ideal para Street Fighter, King of Fighters, Garou e outros jogos de luta.
Qual é o melhor comando para jogos 2D e retro?
Para jogos 2D e retro escolheria Mad Catz FightPad, Mega Drive, Sega Saturn ou um bom 8BitDo. Aqui o importante é uma cruzeta precisa.
Qual é o melhor comando para shooters e jogos 3D?
Os comandos da Xbox, especialmente Xbox One ou Xbox Series. A posição do stick esquerdo parece-me mais confortável para shooters, corridas e jogos 3D.
Que comando é melhor para jogar no telemóvel ou tablet?
Um comando de consola com grip. PlayStation ou 8BitDo se queres boa cruzeta; Xbox se vais jogar na nuvem, shooters ou jogos 3D.
Vale a pena um comando telescópico para telemóvel?
Só se o modelo concreto tiver boa cruzeta e bons sticks. Em muitos casos prefiro um comando real com grip, mesmo que fique menos integrado.
Qual é o melhor comando para emulação?
Depende do sistema. Para 8/16 bits, FightPad, Mega Drive, Saturn ou 8BitDo. Para PlayStation, DualShock 2/3. Para Nintendo 64, comando original com adaptador.
Porque é importante o comando da Nintendo 64?
Porque ajudou a transformar o stick analógico no centro do videojogo 3D em consola. O seu desenho era estranho, mas foi essencial para entender o salto para o 3D.

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