Meses na minha cabeça. Dia e meio para a construir.
Neste artigo explico por que existe, como a montei e o que vem a seguir.
O seu nome:
Cultura Digital
E é uma publicação online com a qual tento cristalizar muitas peças diferentes da minha vida atual, pessoal e profissional.
Para quê publicar um post assim?
Pois por duas razões: a primeira é porque acredito que terá bastante relevância nos próximos meses da minha vida.
E a segunda porque gosto de deixar registo dos momentos que importam, para poder voltar a eles se for necessário.
Esclarecido isto, começamos.
Índice de Contenidos del Artículo
- O que é e o que podes esperar na Cultura Digital
- Motivos da mudança
- Objetivos
- O processo de criação e mudança
- Conclusões
- Perguntas frequentes
- O que é a Cultura Digital?
- Que temas aborda a Cultura Digital?
- Por que nasce a Cultura Digital?
- A Cultura Digital substitui o antigo blog?
- Qual é o objetivo da Cultura Digital?
- Porque tem um design escuro e cyberpunk?
- O que significam as cores do site?
- A Cultura Digital vai usar inteligência artificial?
- Vai estar disponível noutros idiomas?
- A Cultura Digital procura monetizar desde o início?
- Com que frequência será publicado conteúdo novo?
- O que diferencia a Cultura Digital de um site corporativo?
O que é e o que podes esperar na Cultura Digital
Uma revista online. Uma que fale de muitos temas que não tinham lugar no blog do meu antigo site, totalmente focada nos negócios digitais e no âmbito profissional.
Do “blog do Yago González” damos um salto e criamos uma revista online em que, além de falar de negócio e temas online, acrescentamos outros dois pilares: tecnologia e lazer.
É por isso que o claim que acompanha o nome na homepage não podia ser mais óbvio:
Cultura Digital: Tecnologia, Lazer e Negócio.
É exatamente isso que vais encontrar aqui:
- Tutoriais de ferramentas e muita IA, análises de gadgets e consolas na parte de tecnologia.
- Críticas de filmes, séries, jogos e banda desenhada na de lazer.
- Todos os meus artigos anteriores, além dos novos à medida que a revista avance, na secção de negócio.
Por isso, se curtes estes temas, és mais do que bem-vindo.
Ideias, muitas ideias
Além disso, acho que isto te pode interessar porque o objetivo geral da revista e de cada um dos seus posts é dar-te ideias.
Ideias de todo o tipo, mas que possam melhorar a tua vida de alguma forma:
- Como tutoriais que te expliquem como fazer coisas de todo o tipo. Desde ver YouTube sem anúncios até usar a metodologia agile com Trello, passando por como aumentar a tua privacidade ao navegar na internet.
- Recomendações de gadgets tecnológicos, como os melhores tablets gaming, a consola R36S ou os melhores videojogos de WipEout ordenados.
- Truques para poupar ou formas de investimento.
- Análises de filmes que tens de ver, séries que não podes deixar passar, banda desenhada imprescindível e livros que te agarram sem remédio.
Ou seja, pretendo fazer-te pensar ao propor-te coisas que te ajudem no teu dia a dia profissional, ou que te acrescentem algo nesses momentos de lazer. Para que as experimentes e confirmes que valeram a pena.
A abordagem é clara: dar-te ideias para viver melhor, poupando tempo ou dinheiro.
É que perder duas horas a ver algum filme absurdo da Netflix muitas vezes é pior do que contratar um plano Premium de uma ferramenta de que não precisas. Por isso, se eu puder evitar-te isso ou propor-te alternativas mais recomendáveis, já levas isso contigo.
E, na verdade, ainda ficarei mais contente se mo contares, se chegar o caso.
Motivos da mudança
Pois acho que é um passo muito lógico, como vais ver agora.
Dizia-te antes que a revista é uma (grande) ampliação do blog corporativo do meu antigo site. Eu usava-o com o objetivo de me posicionar como consultor de referência no negócio digital e conseguir leads. Por isso escrevia apenas sobre estes temas (marketing, negócio, analítica, produtividade…).
No entanto, e como já te contei na altura, no fim do ano encerro a minha etapa como consultor, pelo que já não preciso nem quero captar mais leads. Pelo menos, para procurar clientes.
Então que sentido faz manter um blog assim, se não quero clientes? Pois digo-te já eu: nenhum.
Claro, podes dizer-me então porque é que não o fecho, ou simplesmente o deixo ali sem o atualizar, e não te faltaria razão. Mas a realidade é que quero continuar a escrever, mesmo em tempos de IA.
E quando tive isso claro e comecei a pensar sobre o que queria escrever, saiu-me uma lista com mais de 100 artigos. Assim, de uma assentada.
São muitos artigos, mesmo escrevendo um por dia, como pretendo. E isso sem contar os que me vão ocorrendo dia a dia.
Aqui ficou claro para mim que o blog teria de crescer e transformar-se numa revista.
A isto junta-se um segundo motivo: gosto de testar coisas, entre elas, diferentes modelos de negócio digital.
Já tive ecommerce, sites corporativos e membresias próprias, além de gerir ou trabalhar para outras. Agora toca algo relativamente novo: montar uma publicação digital, projeto enquadrado num setor com as suas próprias regras e objetivos, bastante diferentes dos anteriores.
Isto tem pinta de que vou aprender muito pelo caminho.
Objetivos
São vários, como podes imaginar. O principal já te disse: quero continuar a escrever.
E quero continuar a escrever um post por dia. Pelo menos. E durante um ano.
São muitos posts e muito tempo dedicado a isso, mas acho que vai ser um grande investimento a todos os níveis.
Já se falarmos de questões mais materiais, o objetivo seguinte é que a revista cresça em tráfego em relação ao antigo blog (e, de mão dada, em leads).
Há ainda um terceiro: quero aprender a usar a IA a fundo para criar o design e as funcionalidades que realmente quero no meu projeto. E fazê-lo muito mais depressa do que conseguiria sem ela.
Poderíamos dizer que este projeto tem de ser uma atualização da minha forma e fluxo de trabalho. Passar de um sistema bastante rápido mas clássico para abraçar o vibe coding, que tenho claríssimo que é o futuro.
Sinceramente espero conseguir estas três coisas, mesmo que me custe um pouco mais de esforço do que tinha previsto nesta fase da minha vida.
Daqui a um ano falamos e conto-te se consegui.
Métricas
Se aterrarmos estes objetivos em métricas, sai-nos um dashboard muito simples:
- Volume de conteúdo: 365 artigos novos (mínimo). E ainda por cima multiidioma.
- Tráfego: aumentar em x10 o anterior, apesar de a IA estar a ficar com tudo. Difícil, mas assumível.
- Três métricas de engagement: número de visualizações de página, rejeição e tempo na página, para descobrir se os artigos e/ou o novo design são bons e ajudam aqui.
- Conversão: número de leads e, em menor medida, receitas nos planos de afiliação que tenho colocados em alguns links do site.
Pouca surpresa nesta secção.
O processo de criação e mudança
Aqui talvez já haja mais alguma. Porque vou contar-te todo o processo que segui, desde que a ideia começou a andar-me pela cabeça até se materializar neste site que estás a ver.
Já te adianto que isto não foi uma migração web nem um rebranding, mas algo bastante diferente, já que é uma mudança de modelo de negócio.
Reestruturação e ampliação temática
Este ponto foi o primeiro que ataquei, antes sequer de saber se continuaria ou não com as minhas publicações. Depois de pensar bem, decidi que sim, mas para falar de outros temas e inquietações que:
- Me interessavam a mim.
- Acho que poderiam ser úteis para muita gente.
E é que cresci numa internet livre que me ajudou a conseguir muitas coisas em troca de nada. Esta era a minha forma de lhe devolver alguma coisa. Conto-te isto com mais detalhe neste artigo.
Isto já te contei antes, mas não me importo de to repetir de novo: assim que tomei a decisão de continuar a escrever, pus-me a redigir uma lista com todos os artigos que gostaria de escrever.
Parei quando passaram dos 100 e, a seguir, comecei a distribuir os seus temas por categorias e etiquetas. Ao passá-lo para papel, ficou esta reestruturação geral:

Uma recategorização de taxonomias em toda a regra. E que, sem que sirva de precedente — ou talvez sim — não apliquei critérios SEO. Para quê, se a IA vai comer a maior parte?
Isto é sobre escrever para mim e sobre, se alguém chegar e isto lhe fizer sentido, subscrever a minha newsletter ou marcar o site como favorito no Google.
Falamos dos dois pontos daqui a pouco. Mas antes quero comentar a parte visual.
Mudanças de design
É curioso como funcionam o cérebro e o estado de espírito.
Quando redesenhei o meu site em 2019 para o transformar numa máquina de captação de leads e venda de formação, via o futuro — em geral — com otimismo. Acreditava que tudo iria melhorar e, fruto desse pensamento positivo quase aristotélico, procurei clareza no design:
- Simplicidade dos módulos. Fora elementos como acordeões ou separadores.
- Fundo claro.
- Uma única cor de destaque (laranja) combinada com escala de cinzentos.
- Parágrafos curtos.
- Uma tipografia que privilegiava a legibilidade acima de tudo.
Isso era 2019. Agora estamos em 2026 e, sete anos e um filho depois, vejo as coisas bastante mais escuras: surgem guerras em países desenvolvidos, coisa que parecia pertencer ao passado; em Espanha, a corrupção política não tem fim. Tal como a subida de impostos e a inflação. Málaga, que até agora tinha sido a cidade dos meus sonhos, mudou tanto nos últimos anos, em tantos aspetos, que deixou de o ser.
Para não falar, claro, da internet atual — 3.0?, 4.0? — não tem nada a ver com aquela que eu realmente desfrutei.
As redes sociais viciantes, a recolha massiva de dados, o abuso da cópia feita pela IA sem qualquer contrapartida para os autores e a “sobrealgoritmização” de tudo, que nos recomenda sempre aquilo de que já gostamos e que, portanto, torna difícil descobrir coisas ou pontos de vista diferentes, parecem-me aberrantes.
Li vários estudos que defendem que, objetivamente, estamos na melhor época da história.
Eu, no entanto, não vejo assim.
E fruto desta visão um pouco mais desesperançada da Internet e da vida, o redesign do site reflete-o:
- Fundo escuro.
- Composições de página arriscadas (parallax nas entradas, muito conteúdo visual de uma só vez na homepage e nas categorias).
- Paleta de várias cores “acid” ou “cyberpunk” aplicada em múltiplas secções.
- Mantive a mesma tipografia, mas apliquei-a em maiúsculas em certas secções, o que complica um nadinha a leitura, em troca de maior impacto visual.
- Reduzi ligeiramente o espaçamento entre letras. Na verdade, reduzi-o bastante mais no início e, embora fosse visualmente impactante, dificultava muito a leitura, por isso reduzi menos.
Em suma, tudo o contrário da sobriedade visual anterior.
Começando pelo principal.
A marca e o logótipo
A primeira coisa foi decidir o nome da publicação.
Aqui tinha bastante claro que a palavra “digital” tinha de aparecer. Porque é muito eu. Levo a mexer-me no mundo digital, em todo o seu espectro, toda a minha vida, desde que comecei no mundo dos videojogos no fim dos anos oitenta.
Então, vendo os temas de que queria falar e o objetivo de oferecer ideias ao leitor, a palavra “cultura” saiu sozinha.
Depois do naming, sempre a parte mais difícil de uma marca, chegou o momento do logótipo. Neste ponto tive duas coisas claríssimas desde o primeiro momento:
- Que ia ser apenas texto.
- Que o verde ia substituir o laranja corporativo atual.
Com estes dois condicionantes abri o Illustrator e comecei a testar tipografias.
O underscore pareceu-me um recurso adequado, já que remete para o MS-DOS e para os primeiros sistemas operativos, onde aparecia para assinalar onde íamos escrever o carácter seguinte.
Um último aspeto a ter em conta é que decidi manter o meu domínio, ainda que temporariamente. Isto significava que qualquer pessoa que acedesse a yagogonzalez.com ia encontrar “Cultura Digital”. Uma incoerência que o logótipo tinha de resolver, pelo menos em parte.
Considerando tudo, o resultado final é este:

E estou bastante contente com ele, já que acho que um bom design não é o mais bonito, mas o que resolve as dificuldades. E este resolve.
A paleta de cores
Embora num primeiro momento tenha pensado em usar apenas a combinação de verde e branco sobre fundo preto em todo o site, à medida que fui acrescentando camadas de conteúdo e funcionalidade a coisa ficava curta. Ou, melhor dizendo, desaproveitada.
Sim, a nível estético funcionava: levava-te de volta aos inícios do mundo da cibernética, com aqueles ecrãs CRT com um traseiro enorme que mostravam texto verde sobre fundo escuro.
Mas, talvez porque andava a jogar todos os WipEout para escrever um artigo e me deixei influenciar pela sua estética, apeteceu-me trocar o retrofuturismo pelo acid e pelo cyberpunk. E ampliei a gama de cores para:
- Verde puro (#00FF00). Que, bom, na verdade é mais “Lime” se formos rigorosos. É o principal e é usado na homepage, artigos e páginas de etiquetas.
- Fúcsia, para os artigos da categoria de lazer e as suas subcategorias.
- Ciano, para os de tecnologia.
- Laranja, mantém-se o mesmo do design anterior para os artigos de negócio.
- Azul metálico, para o caso de criar mais uma categoria no futuro.
- Amarelo, que ia ser para as etiquetas, embora no fim tenha decidido manter o verde principal. Pelo menos por agora.
Com esta distribuição em mente, primeiro testei os tons mais radicais e extremos (todos cores hexadecimais “puras”), mas depois suavizei-os um pouco porque esteticamente gostava mais. Este é o resultado final:

Funcionalmente têm o significado editorial que te expliquei. O meu objetivo com isto é que cada categoria seja uma “mini home” diferente e se distinga claramente, pela cor, das restantes:

Uma parvoíce?
Provavelmente, mas como te dizia antes, fiz o site que eu queria fazer.
Mais uma coisa: se reparares, o logótipo mantém-se verde em todos os casos. Isso é algo que já pensei mudar mais de uma vez e que, assim que terminar este artigo, vou testar.
A estrutura visual de cada página
Embora um blog e uma revista, à primeira vista, possam parecer-se, a verdade é que há bastantes diferenças quando raspas um pouco. Pelo menos se falarmos de blogs pessoais como era o meu.
Nesses casos, o design costuma ser mais funcional, mais focado na leitura em si, sem grandes floreados.
Uma revista não. Uma revista tem um design mais complexo, provavelmente devido à maior amplitude temática, à participação de vários redatores e ao incentivo de manter o utilizador o máximo de tempo possível no site.
O caso é que, quando decidi mudar o meu site, empapei-me bem dos jornais e revistas que leio habitualmente, assim como de outras referências mundiais.
Com essa mistura de ideias, o conceito de site que queria e as funcionalidades que queria acrescentar — mais sobre isso no ponto seguinte — explorei diferentes possibilidades.
Comecei primeiro pelo design do template de artigos.
O template de artigos
Aqui queria algo impactante, já que, embora para um tutorial a primeira impressão não seja absolutamente relevante — dentro de mínimos de design e UX, claro — para artigos de lazer tem a sua importância.
Por isso agora abro com uma secção Hero com scroll parallax, com uma imagem de fundo enorme (1920x1080px) que fica bastante espetacular em PC, já que se vê em ecrã inteiro seja qual for o monitor que uses (desde 1024px de largura até um 4K).

E sim, falo de PC. Porque, no meu caso, a maioria dos meus leitores entra a partir destes dispositivos e não do telemóvel, muito provavelmente devido à temática dos artigos que vinha publicando até agora.
A seguir acrescentei uma sidebar à direita, com um módulo de subscrição da newsletter, outros artigos relacionados e os meus recomendados.
O objetivo era aumentar o número de páginas vistas, mas ao subi-lo para produção e mantê-lo uma semana, a verdade é que as métricas baixaram, por isso desfiz a mudança e passei os artigos relacionados e recomendados para debaixo do post (com a respetiva lavagem de cara adaptada ao novo look&feel) e criei um barra inferior fixa que acompanha o leitor ao longo do scroll com três funcionalidades:
- Subscrição da newsletter.
- Marcar o meu site como favorito no Google.
- Um índice para navegar pelos conteúdos do artigo, já que costumam ser bastante longos.
Aqui podes vê-lo:

Outra mudança que me levou algum tempo foi redesenhar o estilo dos cabeçalhos nos artigos.
Eu uso muitos H2 e H3 e, por vezes (como neste artigo), posso chegar até aos H5. Por isso precisava que se diferenciassem visualmente por algo mais do que o tamanho da letra.
Dediquei bastante tempo a testar estilos diferentes até encontrar um com o qual estou satisfeito. Aqui, os H2, que são epígrafes gerais, separam muito bem os conteúdos com a sua borda inferior branca, e os H3 distinguem-se bem visualmente graças à borda lateral verde:

A homepage
Depois de redesenhar o template de artigos, chegou a vez da homepage.
Esta era importante, já que ia definir todos os outros templates (listagens de categorias e etiquetas).
Neste sentido, a estrutura estava clara: queria uma homepage modular onde cada categoria e algumas etiquetas tivessem o seu espaço.
Também tinha claro que não queria que os módulos fossem todos iguais, mas que houvesse certas mudanças de estruturaque quebrassem a dinâmica.
Além disso, queria que fosse muito dinâmica e que se atualizasse constantemente, dada a quantidade de conteúdos que pretendo criar. Se queres que um utilizador entre todos os dias no teu site, não pode ver sempre uma homepage fixa.
E, claro, queria manter o toque futurista cyberpunk, tanto nas cores como na eliminação do acessório. Ou seja: protagonismo de texto e imagem e sem nenhum ícone que tornasse a proposta mais simpática.
Este foi o resultado:

As páginas das categorias principais
Assim que tive a homepage, o design das categorias principais seguiu a sua linha, trocando o verde pela cor que correspondesse.
Embora o design não seja o mesmo, segue as mesmas linhas, acrescentando um módulo superior com retângulos com links para cada subcategoria, mostrando bem o que podes esperar lá dentro:

Neste sentido, gostei de como ficou a versão responsiva, já que transformei este módulo num carrossel, de forma a que se visse a primeira imagem sem necessidade de fazer scroll.
Além disso, a sidebar é fixa e acompanha o utilizador ao longo de todo o scroll, de forma que o formulário de subscrição da newsletter fica muito destacado e presente.
As subcategorias e etiquetas
Dada a sua menor importância hierárquica, quis simplificar o seu design.
Aqui já não há múltiplos módulos, mas apenas dois, e nem sempre:
- Um módulo com quatro artigos destacados que aparece apenas se a subcategoria ou etiqueta tiver mais de 6 artigos.
- Um módulo com os 15 últimos artigos, acompanhado por uma sidebar.
Simples e funcional:

Como vês, os links para as etiquetas ficaram em verde. É por coerência editorial, já que é a cor que, por agora, as etiquetas mostram.
Mudanças de design em elementos gerais
O menu mudou bastante: primeiro porque lhe retirei a funcionalidade js que executava uma animação de abertura e de que em mobile eu não gostava.
Segundo, porque deixei o ícone da hamburger muito maior e mais limpo, também em mobile.
Terceiro, porque lhe mudei a cor de cada link ao fazer hover, relacionando-a com a cor de cada categoria (cyan, fúcsia e laranja).
Também mudei o footer, deixando aqui todas as páginas da corporativa original, já que têm algum posicionamento que me traz tráfego, além de algum link potente:

Descartes de design
Há três pontos que provavelmente implementarei no futuro, mas que, por agora, ficaram de fora.
O primeiro é o uso do amarelo nas tags:

Testei-o e funcionava bem, mas achei que já era mudança a mais, embora não esteja totalmente seguro e talvez o mude juntamente com o ponto seguinte.
Que é usar o logótipo em múltiplas cores, conforme a secção do site em que estejas. Algo assim:

Gosto, embora caminhe de mãos dadas com o anterior e embora tenha claro que é “demasiado pouco corporativo”, a verdade é que gosto do resultado.
O último ponto de design que descartei desde o princípio foi reservar os espaços para acrescentar publicidade.
É uma ideia de monetização que tenho em mente, mas, enquanto não conseguir multiplicar por 10 o tráfego atual, nem vou pensar nisso.
Aumentar funcionalidades
O site antigo era uma página corporativa e estava preparada para duas coisas em concreto:
- Captar leads.
- Vender formação.
As necessidades da nova são bastante diferentes.
Para começar, pela gestão de conteúdos na homepage e nas categorias. Já não se trata de os posts aparecerem por ordem cronológica; tem de ser possível geri-los manualmente para permitir que certos posts apareçam onde eu preferir, com base em critérios estratégicos.
Esta parte tive de a desenvolver, valendo-me de um bocadinho de desenvolvimento e do plugin ACF (Advanced Custom Fields), um muito útil que não devias perder de vista.
Outra parte que tive de desenvolver com o mesmo plugin são todos os textos da homepage, categorias, subcategorias e etiquetas.
Sim, podia ter metido isto no código e não teria acontecido nada… se eu não quisesse traduzir o site para vários idiomas. Da forma como o fiz, estes textos são geridos a partir da administração do WordPress em cada idioma e de forma simples.
Claro, todos os módulos laterais de posts relacionados e recomendados são novos. Tal como a impossibilidade de um post aparecer mais de uma vez na homepage e nas categorias. Ou seja, mesmo que pela lógica um post pudesse aparecer em dois módulos (porque tem duas categorias pai, o que pode acontecer), não aparece, graças a um bocadinho de código.
Além disso, acrescentei certas questões que acho que podem ser úteis para o leitor, como o tempo estimado de leitura de cada post e a categoria a que pertence (e um link para aceder a ela) nas páginas de listagem e o barra inferior fixa que mencionei antes nas entradas.
Também nas entradas acrescentei secções específicas para as críticas:
- Nota (a minha avaliação do filme, jogo, livro ou série).
- Secções Para quem é e Para quem NÃO é, onde resumo o tipo de pessoa que vai ou não desfrutar da obra.
- Uma ficha técnica com os dados relevantes.

Mas, apesar de todas estas mudanças, ainda não acabei. Na verdade, diria que ainda me falta o mais pesado.
Pontos pendentes
Pois sim, apesar de já ter saído, ainda me faltam várias coisas por fazer, entre elas alguma com certa substância, como a seguinte.
Plugin de tradução semiautomática
Uma das principais funções que quero acrescentar ao site é a tradução semiautomática de cada post, com IA pelo meio.
E fazê-lo bem.
Porque não é só pegar no texto, dá-lo ao Claude e pedir-lhe que mo ponha em inglês.
Nada disso, a ideia é que se traduza corretamente:
- O conteúdo textual da entrada.
- Os links internos.
- O alt das imagens, incluindo o das destacadas.
- Os atributos SEO (title, URL, description).
- As FAQs e outros campos personalizados.
- O índice com os seus anchors gerado automaticamente.
- O schema gerado automaticamente.
- Claro, com o seu hreflang e as suas categorias e etiquetas traduzidas.
Para isso, a minha ideia é montar um processo com passos manuais e automáticos, que seja executado depois de publicar o artigo em espanhol, de forma que todos os pontos acima fiquem perfeitamente traduzidos.
A ideia é multiplicar por cinco o número de URLs, já que acredito que o conteúdo pode ser tão interessante para um espanhol como para um português ou um francês.
A questão é que montar o sistema que quero — um plugin que complemente o Polylang — vai levar-me bastante tempo até ficar afinadinho, afinadinho.
E depois há que ver tanto a carga que acrescenta à publicação de cada artigo como o tempo que posso dedicar a traduzir os artigos existentes.
É um belo melão.
Analítica
Embora toda a funcionalidade do rodapé fixo já esteja etiquetada, falta-me trackear todos os cliques em cada módulo e link da home e das categorias.
Isto é relativamente rápido de fazer, sobretudo se te servires do ChatGPT tanto para o plano de analítica como para a execução das alterações no GTM. Em meia manhã tenho tudo mais do que pronto.
Cores
À medida que vou escrevendo o artigo, tenho cada vez mais claro que vou mudar a cor das páginas de etiquetas para amarelo e que a cor do logótipo vai ser dinâmica em função da secção do site em que te encontrares.
Copies
Fi-los à pressa para lançar, por isso é claro que merecem uma revisão. Provavelmente quando começar com a tradução será um bom momento.
Monetização
Isto é a única coisa sobre a qual (surpreendentemente) a minha parceira me pergunta.
Ela não vê assim tão claro isso de dedicar tanto tempo a algo que não paga as fraldas do Enrique, mas por agora vou apenas metendo alguns links de afiliados.
Mais tarde logo veremos.
A curto prazo, monetizar não é o objetivo; é fazer crescer o projeto primeiro.
Próximos passos
Para além de tudo o que comentei no ponto anterior, que será o que fecharei a curto prazo, ficam coisas que não vejo como imprescindíveis e que não tinha no roadmap, mas que acho que devia fazer.
SEO
Não é prioritário neste momento. Há uma boa base e sei que o resto chegará, mas ainda assim terei de:
– Testar desempenho dos novos designs de home, categorias e etiquetas.
– Passar Screaming Frog por todo o site para detetar possíveis erros relativos à mudança.
– Analisar e decidir se redireciono as antigas páginas corporativas para URLs de categorias ou posts atuais para manter SEO, já que algumas das corporativas têm backlinks potentes.
– Redirecionar certas páginas para outras devido à recategorização do site.
Revisão ao detalhe
É mais do que provável que haja secções do site que tenha de rever melhor, como certos plugins que metem código ou toda a configuração do Yoast, ao nível dos dados do projeto.
Como no caso do SEO, não tenho pressa. O importante neste momento é o multiidioma. Quando acabar com isso, falamos.
Motor de pesquisa semântico
Não é algo que tivesse no roadmap, mas foi o meu amigo Rafa Casas que mo comentou, que é um dos melhores copywriters deste país e está muito por dentro de todos os temas de IA, por isso acho que vou pensar melhor nisso para ver o que posso incluir e como.
E com isto ficaria definitivamente fechada a versão 1.0 da Cultura Digital.
Conclusões
Embora não pareça, esta é a versão resumida de tudo o que a mudança de site significou para mim.
E, embora o trabalho pesado em si eu o tenha executado em dia e meio graças ao Codex, a verdade é que o planeamento já vinha a desenvolver-se há meses na minha cabeça.
De tudo o que te contei, aquilo com que quero que fiques é que é uma publicação que pretende dar-te ideias para que poupes tempo e dinheiro na tua faceta pessoal e profissional e, graças a isso, vivas melhor.
É esse o objetivo último de tudo isto.
Embora a verdade seja que me diverti muito a dar-lhe forma. Sempre disse que uma das coisas de que mais gosto em todo o meu trabalho é fazer sites e, mais uma vez, isso ficou-me claro.
Espero que, se chegaste até aqui, isto te tenha servido como ideia ou inspiração e, se tiveres qualquer dúvida sobre o processo, deixa um comentário abaixo que eu respondo.
E se não for uma dúvida e só quiseres dar a tua opinião a favor ou contra alguma parte ou contra todo o projeto, convido-te igualmente a fazê-lo. Vou agradecer muito.
Perguntas frequentes
O que é a Cultura Digital?
A Cultura Digital é uma revista online sobre tecnologia, lazer e negócio.
Que temas aborda a Cultura Digital?
Tutoriais, IA, gadgets, filmes, séries, banda desenhada, videojogos, produtividade, poupança, investimento e negócio digital.
Por que nasce a Cultura Digital?
Nasce como evolução do antigo blog, para escrever com mais liberdade sobre temas digitais e culturais.
A Cultura Digital substitui o antigo blog?
Sim, amplia-o. O conteúdo de negócio continua, mas agora convive com tecnologia e lazer.
Qual é o objetivo da Cultura Digital?
Oferecer ideias úteis para poupar tempo, descobrir ferramentas, escolher melhor e viver melhor.
Porque tem um design escuro e cyberpunk?
Porque procura uma identidade mais visual, editorial e pessoal, longe do aspeto corporativo anterior.
O que significam as cores do site?
O verde é a marca principal; cyan é tecnologia, fúcsia é lazer e laranja é negócio.
A Cultura Digital vai usar inteligência artificial?
Sim, tanto para acelerar o desenvolvimento como para criar novas funcionalidades e traduções.
Vai estar disponível noutros idiomas?
A ideia é traduzir o site para vários idiomas com um sistema semiautomático apoiado em IA.
A Cultura Digital procura monetizar desde o início?
Não. Primeiro procura crescer, publicar conteúdo e validar o projeto.
Com que frequência será publicado conteúdo novo?
O objetivo é publicar pelo menos um artigo por dia durante um ano.
O que diferencia a Cultura Digital de um site corporativo?
Não foi pensada apenas para vender serviços, mas para publicar, recomendar e descobrir ideias úteis.

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